Esperança vicia. É o que mais tenho visto nesta pandemia: Na esperança de um amanhã glorioso, as pessoas não valorizam o hoje. Não que hoje tenha muita coisa que valha a pena ser vivida. É morte e escândalo todo dia. Mas… O que diabos estou escrevendo? Dizem por aí que existem dois tipos de ansiosos: Os presos ao futuro, e os presos ao passado. O bom seria focar no presente. Certa vez li uma frase, não lembro de quem: Só se prenda ao que te liberta. É como eu aconselhava quem passasse por impasses de novela: Se tens dois lados que podes seguir, e um deles pede para escolher (ou ele ou eu), vá para o lado que não te pediu para escolher. Não que escolhas e pedidos de escolhas aconteçam de forma assim tão explícita na vida real. Eu mesmo nunca fiz o que prego. É difícil resistir a pressão. É fácil se acomodar. É cômodo escapar pelas beiradas. É um jogo de palavras engraçado: Presos e presente. É possível se prender ao presente? Viver tanto o aqui e agora que… Esquece. Onte...
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