Lido entre 1 e 11 de julho. Férias do curso de Letras, hora de ler outras coisas! Criar novos hábitos, preencher um pouco o ócio… Comecei a (re)ler o mocinho loiro que caiu no deserto. Este é um dos poucos livros que toda vez que abro ainda sinto a mesma magia da primeira, da segunda, da terceira, de todas as vezes que li. A capinha simples, os desenhos com jeitinho de criança, a narração bem dialogada, a trama contagiante… Uma atmosfera bem agradável nos inebriando em pensamentos e sentimentos interessantes. Como finalizei a pouco mais de um mês, abri o pdf dele aqui na aba do lado enquanto escrevo. Atualmente leio muito mais digital. Só aconteceu. A dedicatória é de uma fofura e delicadeza, gentil. Os constantes embates entre pessoas grandes e pessoas pequenas, suas importâncias e irrelevâncias, suas visões muito esparsas ou muito específicas de mundo… Questionamentos pra vida inteira. E quan...
Esperança vicia. É o que mais tenho visto nesta pandemia: Na esperança de um amanhã glorioso, as pessoas não valorizam o hoje. Não que hoje tenha muita coisa que valha a pena ser vivida. É morte e escândalo todo dia. Mas… O que diabos estou escrevendo? Dizem por aí que existem dois tipos de ansiosos: Os presos ao futuro, e os presos ao passado. O bom seria focar no presente. Certa vez li uma frase, não lembro de quem: Só se prenda ao que te liberta. É como eu aconselhava quem passasse por impasses de novela: Se tens dois lados que podes seguir, e um deles pede para escolher (ou ele ou eu), vá para o lado que não te pediu para escolher. Não que escolhas e pedidos de escolhas aconteçam de forma assim tão explícita na vida real. Eu mesmo nunca fiz o que prego. É difícil resistir a pressão. É fácil se acomodar. É cômodo escapar pelas beiradas. É um jogo de palavras engraçado: Presos e presente. É possível se prender ao presente? Viver tanto o aqui e agora que… Esquece. Onte...
Tá bom. Eu me rendo. Você é e sempre foi minha maior e mais doce obsessão. É em você que projeto todos os meus anseios e desejos. Medos e paranoias. Tá feliz? Era toda a explicação que você tanto cobrava de mim. Você precisava tanto de um vilão para sua história… E eu aqui viciado no meu complexo de protagonista… “ Todo vilão é o herói de sua própria história ”, certo? Será que o herói é o vilão de si mesmo? Eu me humilho porque gosto. Eu me rastejo porque amo. Me camuflo porque me embelezo. E me envaideço pra agradar você. Mas você me pisa. Você me maltrata. Você quer mais do que eu posso dar. E como nunca soube se contentar com pouco… Eu sou demais! Ato falho atrás de ato falho. Uma sequência de erros. Sua sequência de erros caso queira sujar as mãos. Mas isso você deixa pra mim. É mais gostoso assim. Dois suspeitos de um crime perfeito, mas Só há um culpado. E é claro que sou eu. É mais confortável ser eu. Já estou ac...
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